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2 de junho de 2015

Gravidez na Adolescência

Oi pessoal, como vai?
Para quem leu aqui no blog e para quem me conhece sabe que o fato citado no título do post aconteceu comigo. Sim, fui mãe aos 15 anos e sem dúvidas, a gravidez causa inúmeras mudanças na vida de uma adolescente.

E todos nós sabemos que este é um fato cada vez mais frequente na sociedade. A palavra “adolescência” está diretamente ligada com mudanças, descobertas, novidades... E como todas as coisas que são feitas de maneira inconsciente terá um resultado que provocará mudanças na vida de uma pessoa e de quem está ao redor dela.


Gravidez


De forma resumida vou contar um pouco sobre minha experiência com o assunto.

Eu engravidei aos 15 anos, em 2006 e foi um ano que os planos que eu tinha na minha vida para o momento não dava para se adaptar a uma gravidez. Então quando eu vi o resultado do exame meu mundo desabou. E agora? E os meus pais? E os meus planos? E a minha vida? Acabou? Dentre tantos questionamentos que eu fazia comigo mesma, sem dúvida a que mais pesava era E OS MEUS PAIS? Minha mãe sempre conversou muito comigo sobre isso, a parte dela, de mãe, para evitar e me conscientizar sobre, ela fez. Penso que a minha mãe sabia que eu estava grávida antes mesmo de eu saber. E o meu medo da reação deles, o no que a decepção que eu estava “oferecendo” pudesse mudar a minha relação com eles, isso me torturava. 

Eu tive uma cólica muito forte, depois eu sentia náuseas todos os dias antes de ir para a escola e isso com certeza foi os maiores indícios que eu poderia ter que estava grávida, mas confirmei minha gravidez somente no quinto mês, o que foi extremamente errado eu não ter cuidado da minha gestação desde o começo, porém todos os três primeiros meses o ciclo menstrual estava me visitando, então quando fui à minha primeira consulta médica eu achava que estava grávida de dois meses e na verdade estava de cinco. Depois disso o que me restava era aceitar a situação, aprender a lidar e me preparar para ser mãe. 

O que existia em mim era uma confusão enorme, uma mistura de sentimentos inexplicável, porém eu teria que saber lidar com tudo isso porque um filho é para o resto da vida!

No primeiro ultrassonografia optamos pela morfológica que identifica a má formação do bebê, pois passei os primeiros meses fundamentais sem os devidos cuidados e como já estava de cinco meses já pudemos identificar que estava grávida de uma menina, Isadora. Houve um período da gestação em que passei muito mal. Depois em outra ultrassonografia, em outra clínica, um médico disse que minha pequena tinha “fenda palatina prejudicada” que causou maior alvoroço na minha casa, mas graças a Deus estava tudo certo com ela. Com todos os cuidados devidos tomado, o susto se transformou em curtição. Dia dezesseis de abril de dois mil e sete minha pequena resolveu vir ao mundo.
Ana Barbosa
Minha cesárea foi super tranquila e rápida. Já se passaram oito anos... Sem dúvidas a melhor e mais incrível experiência da minha vida, graças aos meus pais que me apoiaram e estiveram ao meu lado o tempo todo! Eu tive sorte, pois eles me proporcionaram toda a segurança, conforto e acolhimento que eu precisava!

Porém, gravidez e adolescência são dois termos que quando se juntam podem ocorrer todos os tipos de consequências e envolve muito mais que isso, envolve a vida de uma pessoa que não tem culpa nenhuma do ocorrido, o bebê! Eu tive sorte de ter uma família maravilhosa para me apoiar e me ajudar mas sabemos que não são todos que possuem a mesma.  Seria muito “clichê” terminar assim ainda mais quem passou por isso, mas mesmo assim, ANTES PREVENIR DO QUE REMEDIAR


Isadora Barbosa

Ana e Isadora
































Até a próxima...

Beeijos! 




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